Victor Hugo
terça-feira, março 27, 2007
"A suprema felicidade da vida é a convicção de ser amado por aquilo que você é ou melhor, apesar daquilo que você é. "
Victor Hugo
Victor Hugo
Desencanto
Eu faço versos como quem chora
De desalento... de desencanto...
Fecha o meu livro, se por agora
Não tens motivo nenhum de pranto.
Meu verso é sangue. Volúpia ardente...
Tristeza esparsa... remorso vão...
Dói-me nas veias. Amargo e quente,
Cai, gota a gota, do coração.
E nestes versos de angústia rouca
Assim dos lábios a vida corre,
Deixando um acre sabor na boca.
- Eu faço versos como quem morre.
Manuel Bandeira
De desalento... de desencanto...
Fecha o meu livro, se por agora
Não tens motivo nenhum de pranto.
Meu verso é sangue. Volúpia ardente...
Tristeza esparsa... remorso vão...
Dói-me nas veias. Amargo e quente,
Cai, gota a gota, do coração.
E nestes versos de angústia rouca
Assim dos lábios a vida corre,
Deixando um acre sabor na boca.
- Eu faço versos como quem morre.
Manuel Bandeira
Quando sera?
Quando será que tantas almas duras
Em tudo, já libertas, já lavadas
nas águas imortais, iluminadas
Do sol do Amor, hão de ficar bem puras?
Quando será que as límpidas frescuras
Dos claros rios de ondas estreladas
Dos céus do Bem, hão de deixar clareadas
Almas vis, almas vãs, almas escuras?
Quando será que toda a vasta Esfera,
Toda esta constelada e azul Quimera,
Todo este firmamento estranho e mudo,
Tudo que nos abraça e nos esmaga,
quando será que uma resposta vaga,
Mas tremenda, hão de dar de tudo, tudo?!
Cruz e Sousa
Em tudo, já libertas, já lavadas
nas águas imortais, iluminadas
Do sol do Amor, hão de ficar bem puras?
Quando será que as límpidas frescuras
Dos claros rios de ondas estreladas
Dos céus do Bem, hão de deixar clareadas
Almas vis, almas vãs, almas escuras?
Quando será que toda a vasta Esfera,
Toda esta constelada e azul Quimera,
Todo este firmamento estranho e mudo,
Tudo que nos abraça e nos esmaga,
quando será que uma resposta vaga,
Mas tremenda, hão de dar de tudo, tudo?!
Cruz e Sousa
segunda-feira, março 12, 2007
Palavras
Mais pelo jeito
Das coisas
Do que pelas coisas ditas
Eu deveria viver.
Desconfiando das palavras
Mas sabendo
Quanto delas dependo
Para dizer o sim e o não
E também dizer
O que escondo dizer.
Calar e esperar
Isso é o que eu deveria fazer.
Mas eu digo
Falo
E não calo
Pois só assim
Consigo me entender
Desentender
E suportar viver.
Ênio Mainardi
Das coisas
Do que pelas coisas ditas
Eu deveria viver.
Desconfiando das palavras
Mas sabendo
Quanto delas dependo
Para dizer o sim e o não
E também dizer
O que escondo dizer.
Calar e esperar
Isso é o que eu deveria fazer.
Mas eu digo
Falo
E não calo
Pois só assim
Consigo me entender
Desentender
E suportar viver.
Ênio Mainardi
Nunca ninguém sabe
Nunca ninguém sabe se estou
louco para rir ou para chorar...
Por isso o meu verso tem
esse quase imperceptível tremor...
A vida é triste, o mundo é louco!
Nem vale a pena matar-se por isso
Ninguém por ninguém!
Por nenhum amor...
A vida continua, indiferente!
Mario Quintana
louco para rir ou para chorar...
Por isso o meu verso tem
esse quase imperceptível tremor...
A vida é triste, o mundo é louco!
Nem vale a pena matar-se por isso
Ninguém por ninguém!
Por nenhum amor...
A vida continua, indiferente!
Mario Quintana
Nada é impossivel de mudar
Não aceiteis o que é de hábito como coisa natural, pois em tempo de desordem sangrenta, de confusão organizada, de arbitrariedade consciente, de humanidade desumanizada, nada deve parecer natural, nada deve parecer impossível de mudar.
Bertolt Brecht
Bertolt Brecht






